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A crise econômica que assola nosso País desde o ano de 2014, noticiada nos mais diversos meios de comunicação, trouxe uma série de consequências maléficas tais como: severa recessão econômica, aumento exponencial da taxa de desemprego, prejuízos sem precedentes para indústrias automobilísticas, por exemplo, ficando as fábricas abarrotadas de veículos novos, e, consequente queda na produção, diminuição drástica na venda de imóveis atingindo fortemente o mercado imobiliário, aumento da taxa de
juros, declínio na concessão de créditos para financiamentos imobiliários, dentre outros.

Tal descalabro vem deixando muitos trabalhadores preocupados com a perda ou até mesmo a extinção de seus postos de trabalho em detrimento da necessária e urgente reestruturação que vem ocorrendo nas organizações com a finalidade de se manterem vivas no mercado de forma a atravessarem a todo custo essa crise que teima em não cessar ou se arrasta mais tempo do que muitos especialistas propagavam causando o fechamento de muitas empresas de pequeno, médio e grande porte.

O que tem ficado evidente é que tal recessão não se trata de uma “marolinha”, como dizia um ex Presidente da República, e, sim de um Tsunami. A cada mês o número de desempregados vem aumentando, assim como a dificuldade das empresas de se manterem em pleno funcionamento como se nada estivesse acontecendo, isto é, precisam continuar produzindo e, acima de tudo, se reinventando, ou seja, inovando através de processos mais ágeis, menos burocráticos, melhoria na qualidade de seus produtos e com menores custos se é que desejam continuar no mercado.

Então, como fazer isso? Qual a receita?

O que vem ocorrendo em algumas empresas é a diminuição considerável no quadro de colaboradores visando uma readequação das despesas em decorrência da queda de suas receitas, bem como de outros fatores.

Tais alterações estruturais drásticas acarretam muitas vezes a mudança cultural das empresas que em outros tempos pregavam o cooperativismo entre seus colaboradores onde as informações fluiam com mais naturalidade entre setores, ou melhor, os times falavam o mesmo idioma no tocante ao alcance dos resultados albergados pelas companhias.

O ano de 2020, para muitos, foi ventilado como sendo o início da alavancagem empresarial, ou seja, muitos setores começaram a enxergar uma luz no fim do túnel retomando seus projetos e investimentos acreditando, por sua vez, num cenário tanto político como econômico mais favoráveis.

O que ocorreu foi justamente o contrário!!! Com o advento da Pandemia do COVID – 19, que afeta não tão somente o Brasil, o que se desenhou de maneira rápida e sem aviso prévio por conta do desconhecido foi a aceleração da crise econômico-financeira acarretando o distanciamento não tão somente social, mas da tão sonhada retomada da economia e melhoria nas condições de vida do povo brasileiro.

Com a crescente e desordenada disseminação da doença contagiosa o mundo de repente parou e a grande maioria das pessoas foi obrigada pelos governos de seus respectivos países a ficarem em regime de quarentena ou até mesmo de “lockdown” trancafiados em suas residências sob pena de pagarem com suas próprias vidas, vez que ao saírem de suas casas correm o risco de serem contaminadas pelo famigerado Coronavírus, este causador da COVID-19.

As empresas estão encolhendo em decorrência da queda brusca de suas receitas precisando de novas estratégias, estas as mais céleres possíveis, para que possam sobreviver frente aos novos desafios impostos pela pandemia.

O problema é que colaboradores vem assumindo inúmeras funções pela necessidade de se manterem empregados, todavia os mesmos precisam se adequar ao novo modelo de gestão dando conta do recado sob pena de virarem estatística e se despedirem da corporação em breve período até que outros assumam suas funções.

Sabemos que a realidade não é bem assim! Muitas vezes paira a insatisfação contida ou sufocada pelo próprio trabalhador que vê suas atividades aumentando, no entanto o salário continua o mesmo ou até mesmo sendo reduzido fruto da pandemia que fez com que leis trabalhistas fossem alteradas visando a manutenção dos empregos durante o pandemônio. O certo é que as atividades duplicam ou até triplicam tendo os “sobreviventes” desta selva corporativa o condão de resolverem tudo a tempo e a hora.

O que se pode notar é que empresas não são mais as mesmas, muito menos as relações interpessoais que passaram de contatos diários presenciais ao distanciamento social e trabalhos “home office.”

Devido a crise nos mais diversos setores da economia a realidade para muitos, sejam empresários ou empregados é a de salve-se quem puder!!! Pessoas que trabalhavam anos a fio uns colaborando com os outros em prol do crescimento do negócio passaram a ser estranhos dentro da mesma corporação acarretando o distanciamento, sem sombra de dúvidas prejudicial para a empresa, fazendo com que muitas vezes profissionais outrora engajados e com sentimentos de donos do negócio fiquem desmotivados.

Noutro diapasão, mas não tão menos relevante observa-se que aqueles que assumem inúmeras responsabilidades além, muitas vezes, das contratadas começam a cometer erros e o pior necessitam despender mais tempo para refazerem as atividades, isso quando tem solução. É certo que as atuais
circunstâncias de enclausuramento vem causando inúmeros prejuízos às pessoas seja na ordem financeira, em suas sanidades físicas e mentais.

O que se pode afirmar é que jamais o mundo corporativo voltará à normalidade, pois foi preciso diante dos desafios advindos com o advento da pandemia que empresas e colaboradores se ajustassem ou atualizassem para uma imersão repentina nessa vital metamorfose.

Enfim, o mundo corporativo está aí, contudo as boas práticas clamam por pessoas que mesmo passando por agruras jamais esqueçam seus melhores valores, sobretudo os apregoados muitas vezes nas próprias corporações em que labutam diuturnamente em nome da civilidade e, acima de tudo, respeito uns para com os outros.

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